Ale Koga

Ale Koga

Escreve sobre sua vida, seu Universo e tudo que contém nele. Vive na ponte-aérea Criciúma/SC - São Paulo/SP.

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Como me tornei freelancer

Desde que resolvi tentar ser independente e abraçar as estatísticas da minha geração tenho enfrentado e tendo que lidar com vários conflitos internos e externos. O que era pra ser um teste de “algumas semanas” já tem durado 4 meses e a cada dia é uma novidade.

Antes eu lidava com o medo e insegurança da estabilidade financeira. “E se eu não ganhar o suficiente pro aluguel?”, “E se ninguém quiser me contratar?”, “E se eu falhar?”… E se, e se, e se… Quase fui paralisada por essas duas palavrinhas. Surtei e antes de tomar qualquer decisão, como todo ser humano em constante evolução, fugi. Fiquei 1 semana no meu porto seguro, São Paulo, respirando civilização, escutando conselhos e digerindo as possibilidades. Ok, decisão pré-tomada. Pega avião de volta e recomeça.

Arrumei home-office, li toneladas de artigos de como melhorar a produtividade trabalhando em casa, preparei esquemas de trabalho, atualizei o Linkedin, reformulei meu site e mesmo assim nem teria ideia do que viria pela frente.

Tirando todas as minhocas superestimadas da minha cabeça grande, o que veio foi simples: TRABALHO. O bom e velho trabalho, que eu sempre executei e soube executar, mas como uma diferença gritante: agora ele era livre. Eu poderia fazer o que quisesse, da maneira que eu julgasse correta, aplicar o que eu achava certo e sem as amarras de um superior ou metodologia de trabalho. E hoje, escrevendo esse post, eu vejo que é isso que mais dá medo; essa liberdade de finalmente colocar em prática o “se eu pudesse faria desse jeito”. Os méritos são meus e as consequências também.

Assumir as rédeas do próprio negócio está bem longe de ser apenas uma modalidade de ganhos financeiros. Para mim, está sendo uma experiência de vida e está influenciando em todos os setores dela. Ter auto-confiança não só profissional, mas também pessoal é fundamental para que tudo flua em harmonia. Deveria ser normal a gente ter que assumir nossas responsabilidades, né? Mas só hoje eu vejo como somos mal-acostumados a sempre ter uma “muleta” para nos apoiar.

Obrigado a todos que me ajudaram nesse processo constante de mudança e evolução. Ser freelancer é solitário sim, mas é fundamental ter pessoas que você confia ao seu redor para ter dar um feedaback ou apenas compartilhar ideias e informações quando necessário.

A partir de hoje pretendo dividir mais o meu dia a dia nessa nova rotina, dar dicas e compartilhar conhecimento e experiência com todos que podem estar passando por essa fase (que eu arrisco a dizer que não tem prazo de validade).

Welcome to my new world!

ale koga vida de freelancer gerbera vermelha
Gérbera vermelha para comemorar o recomeço! <3

 

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2 Responses

  1. Também considero essa profissão solitária, mas eu gosto mesmo assim! Na real, às vezes me sentia sozinha no ambiente tradicional de trabalho, e isso sim é muito ruim, né?

    Um beijo, e muita persistência para nós!
    Re

    1. Ah com certeza! Eu to aprendendo a gostar não só do home office mas também da minha própria companhia.
      Brigada pelo comentário! Adoro os seus textos! (momento “fã)
      Beijo e bora seguir em frente!

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