Minha primeira turnê internacional

Depois de um longo e nada tenebroso outono, estou de volta.
Para aqueles que sentiram falta, posso assegurar-lhes que o motivo foi nobre.
E para aqueles que nem falta sentiram, aproveitem pra compartilhar o motivo nobre comigo.

Posso dizer que sou um daqueles seres abençoados pelo Universo por  trabalhar com algo que gosto. Logo, acho que seria injusto chamar de trabalho, mas enfim…

Mês passado, tive a oportunidade de realizar um sonho (sim, acho que agora posso classificá-lo como tal) : fazer uma turnê com uma banda de rock. Parece coisa de filme, mas não foi. Aconteceu e foi real. E porra, foi comigo!
Morei em um ônibus-casa por 1 mês, com meus amigos-irmãos-colegas de trabalho, onde fizemos ao todo 17 shows pela costa oeste da terra do Tio Sam.
Foram vários “achievement unlocked” (os gamers de plantão vão me entender um pouco mais por conta da expressão, mas não há melhor do que essa), desde fazer meu trabalho num idioma que não é o meu até preparar as refeições, assistir TV, jogar videogame, ler, dormir, enfim, viver em um ônibus em movimento.
Pra quem chegou até aqui e está pensando: “Orra, que da hora!”, “Queria ter seu emprego!” ou pensamentos do gênero, eu assino embaixo. Sim, é da hora e tudo mais, mas lembrem-se do Tio Ben falando pro Peter Parker: “Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”.

A responsa de trabalhar com a diversão é MUITO grande e torna tudo isso não tão glamuroso quanto se pensa.
Minha primeira turnê internacional, num país que não era o meu, com uma cultura diferente, um idioma diferente e com a responsa de fazer acontecer e valer o esforço, o trabalho de se chegar até lá e a confiança que me foi dada de realizar um bom trabalho. A cada show, um desafio e uma superação. Profissional e pessoal.

A pouco tempo atrás, a revista Vice, em parceria com a Marshall Headphones, fez documentário chamado “On The Road” mostrando justamente esse  lance de trabalhar na estrada e desvendando os “mitos” da vida na estrada. Dêem uma olhada no trailer:

São 12 episódios (em inglês) no total e os 6 primeiros já estão no no ar. Vale a pena dar uma olhada pra entender como funcionam as coisas do outro lado do palco. No MÍNIMO você vai dar boas risadas.

Celebrei esse meu momento lá tatuando uma das frases que mais fazem sentido na minha vida: “Happiness is only real when shared”, afinal viver tudo isso sozinha não teria a MENOR graça, certo?

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Então, cá estou eu compartilhando um pouco da minha felicidade com vocês e aproveitando pra explicar a minha ausência aqui durante esse tempo.

Uma dica: viajem!
Saiam da zona de conforto, façam um esforço e vão conhecer esse mundão lindo de Deos. Não tem nada melhor do que compartilhar experiências, conhecer gente e lugares novos e fazer novos amigos.  Como dizem meus grandes amigos:

“O mundo é muito maior que as nossas cabeças”. – @Fuzarolandia
“Só vive quem tem história pra contar”. – @vitorfcosta

E, de novo, reinforço o quanto sou abençoada, pois pude viver tudo isso trabalhando (sim, sou workaholic).
Quem quiser saber um pouco mais sobre essa jornada, só acessar o site da banda que tornou tudo isso possível pra mim e ir lá na seção “news” e “fotos” ;]

Esse post foi originalmente escrito para o site Garotas Nerds.

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