Pastel de banana

Enquanto espero meu pastel de banana, açúcar e canela, finjo estar interessada na TV do estabelecimento que passa algum filme do X-Men dublado e disfarço um leve constrangimento por estar sem companhia. E o constrangimento não é nem meu mas das pessoas ao meu redor. E aí… Divago… E chego a conclusão que a preocupação das pessoas é maior do que a minha. E sei lá, acho que nem é preocupação em si, mas um certo ar de superioridade ao achar que por estar acompanhado (a) está melhor que eu. Por que você ai com o seu namorado(a) ou família não pode estar tão bem quanto eu, meu smartphone e minha Coca Zero? Tire a sua selfie pra colocar no Facebook e no Instagram como se fosse um “troféu” por não ter ficado em casa em um sábado a noite. Te faz feliz? Me chama pra tirar a foto então porque desse ângulo sua cabeça está cortada na foto. Mas só se for te fazer feliz de verdade, tá? Em São Paulo talvez eu passasse despercebida, mas por aqui ainda percebo que ser diferente é ser observado e julgado com olhares preocupados o tempo todo em montar uma história que justifique “a moça ali comendo sozinha”. Minha preocupação no momento? Saber se enquanto escrevo esse texto o pastel esfriou pra que eu consiga comer sem queimar a boca com o vapor quente que sai de dentro dele. E nada de selfie ou foto do pastel no Instagram. Só um texto-desabafo pro blog...

Ausência

Ja aconteceu com algum de vocês estar longe física e geograficamente de alguém e esse fato te deixar mais perto emocionalmente? Me pergunto isso enquanto escrevo esse post sentada esperando mais um voo de volta a realidade que escolhi. Dessa vez, como na passada, foi um “bate e volta”. Decidi que estaria presente sempre que possível em todas as datas e acontecimentos importantes de pessoas que eu considero e amo e que ficaram em SP. Aniversario da mamãe em Julho: Ok Aniversario do papai agora em Setembro: OK. E essas duas idas à SP foram bem especiais, pq me despertaram a consciência que citei acima. Agora que moro longe deles e não convivo diariamente, a saudade dolorida é uma constante. As vezes dói mais, outras vezes menos. E nesses dois momentos eu fiz algo que não fiz em 30 anos ali ao lado deles: demonstrar o meu amor, carinho e respeito. Com gestos e da maneira que sempre foi mais difícil pra mim: com palavras. Quando estava ali perto, a rotina e a convivência eram os obstáculos e também os alibis convenientes. Afinal, ta ali todo dia e na sua cabeça bem la no fundo você acha que é eterno. E que vai vi tempo de falar/fazer tudo e guardamos ali dia após dia. A verdade é que aquela frase clichê “só da valor quando perde” não interpretada tão ao pé da letra faz um grande sentido aqui. E eu sou muito grata ao Universo por estar vivendo esse momento especial na minha vida de me redescobrir e redescobrir meus sentimentos por todos aqueles que amo sem nenhuma tragédia...

Criciúma – São Paulo: 1 ano depois

E lá se foi 1 ano… 9 meses desde que escrevi esse post aqui. Muita coisa mudou desde lá e ao que tudo indica os próximos 365 dias prometem! No dia 24 de Agosto de 2013 eu estava pegando o “teco-teco” (apelido carinhoso que dou para o avião da Azul que vem aqui pra Criciúma) meio sem saber direito como ia ser essa aventura e SE ia ser. A única certeza que eu tinha era um emprego. Não tinha onde morar, não conhecia ninguém a não ser o Guilherme e a família dele. Ainda bem! Porque até hoje, se não fosse a ajuda deles não teria conseguido. Com o coração apertado de tanta saudade e medo, eu vim rumo a uma nova vida. Primeira vez vivendo longe da minha família, amigos, sem ajuda financeira de ninguém e dependendo apenas de mim e da minha vontade de mudar e fazer/ser melhor. E se tivesse que fazer um resumo do que aconteceu, facilmente poderia parafrasear Lulu Santos em Assim Caminha a Humanidade: Não vou dizer que foi ruim Também não foi tão bom assim Ok! Não me julguem. Passei e ainda passo alguns bons perrengues e confesso que nem tudo foram flores ou são, mas estou trabalhando pra isso. Cresci muito em todos os sentidos e aspectos. Inclusive físico. (faz 1 ano que o Pilates faz parte da minha vida e gradativamente estou ganhando uns milímetros de altura alongamento junto com a qualidade de vida e saúde). E junto com essa conciência corporal também veio a espiritual e mental. Estou muito mais focada e decidida e defensora dos meus valores e princípios. Se...

#duramuitomais – Trident Unlimited

Ahhh o futuro.. Que atire a primeira pedra quem não vive pensando nele ou está sempre fazendo algo hoje para colher amanhã. Voluntária ou involuntariamente. E quem me acompanha sabe que vivo escrevendo meus dilemas de passado x presente x futuro aqui. Mas tem certas coisas e momentos que a gente gostaria que viessem com a marca #duramuitomais, não é mesmo? Pelo menos no quesito goma de mascar a gente já pode comemorar. \o/ A Trident acaba de resolver o problema e vem pra mostrar que do futuro só podemos ter uma certeza: o novo Trident Unlimited ainda terá sabor. O maquiador Jim Ojala (X-Men, Thor, Hellboy, True Blood) veio ao Brasil exclusivamente para a campanha e transformou ninguém mais ninguém menos que o Cauã Reymond em um lindo jovem senhor com 20 a mais. A transformação é impressionante e o resultado é muito real! A técnica utilizada é chamada de Morph 2D, composta por maquiagem em todos os membros visíveis do rosto traqueados com as rugas e texturas. O comercial vai veicular na TV e se você perdeu a estreia hoje pode conferir o vídeo no canal do YouTube da Trident. ;) Mas a gente não vai ficar só na vontade não! Com o aplicativo no site www.duramuitomais.com é possível ter um momento “Cauã 20 anos a mais” e matar a curiosidade de como vamos ficar no futuro. Até 29 de julho, quem acessar o site consegue escolher o grau de envelhecimento com o qual deseja se ver. O passo a passo é bem simples: – tire uma foto ou faça upload (do desktop ou celular), – complete a frase “Do futuro, só tenho certeza que:”, – escolha um locutor (voz...

1D

Não, não se trata do One Direction que carinhosamente é apelidado pelas fãs de 1D. Vem comigo que logo vocês entenderão. (mas se você chegou ate aqui achando que era um post sobre eles, pra não perder viagem, deixo aqui o link da música deles que eu acho bonitinha). Não sou mais viajante e aventureira por falta de verba, mas sempre que po$$ível dou minhas escapadas. Ainda mais agora morando longe da família, qualquer graninha que não sobra já tem destino certo: matar a saudade. Minha penúltima viagem foi solo e to devendo o capítulo final dela pra vocês *shame on me* e a última foi agora no feriado do dia 1 de Maio onde fui pra São Paulo rever a família. A viagem Criciúma-São Paulo foi de avião (Azul, te amo!) e graças a nossa querida Copa do Mundo os preços estão bem salgados até o final de Julho, mas mesmo assim pelo conforto e praticidade vale a pena pagar um pouco mais e trocar as 17h de ônibus comum por 1h40 de avião. Especificações técnicas a parte, o que me levou a escrever é que eu sempre viajo na janela e de preferência na asa do lado direito. Por que? Não sei, mas sei que acostumei. Mas dessa vez foi diferente. Em uma conversa poucos minutos antes de embarcar resolvi sair da asa e o atendente me sugeriu a 1D. Primeira poltrona, mais espaço para as pernas (não que eu precise), mais perto da porta de saída…. Enfim, topei. E mal sabia que seria um prenúncio das consequências de mudanças de padrão e comportamento que estavam por...