Coaching e Dia da Mulher

E bem hoje, no dia 8 de Março e também Dia Internacional da Mulher, conclui um processo de reencontro comigo mesma, de descobrir e dar as boas vindas para as várias Alessandras que estavam ansiosas por dar as caras nesse mundão e mostrar para que vieram sem sentir culpa ou medo por serem quem são. Por muito tempo vinha tentando resgatá-las sozinha, afinal minha auto-suficiência me dizia que eu era capaz e não precisava da ajuda de nada ou ninguém (filha de japa, japa é….) mas eis que levantei a bandeira branca e assumi uma daquelas máximas da vida: ninguém faz nada ou vai muito longe sozinho. Sem pré-conceitos, julgamentos e de peito aberto para encarar o que viesse pela frente, terminei o tal do coaching e foram 10 semanas que resultaram em uma experiência enriquecedora e transformadora além de desmistificar totalmente aquela imagem de “aff..coaching.. dicas de produtividades, chatice, texto de auto-ajuda…” Essa frase está no caderno que de agora em diante será o meu “coach de bolso” e ela resume bem o meu sentimento em relação a todo o processo. Se antes de começar o coaching eu achava que não tinha sonhos/metas ou que eles eram besteira, hoje sei que eles são parte de mim e que viver todas as etapas para conquistá-los pode ser o maior presente que eu posso receber. Mais uma vez, obrigada Luiz, por ser o meu treinador nessa jornada* que só acabou de começar! *e logo menos tem post contando a parte mais “técnica” do...

Sobre gratidão…

Recentemente eu tive uma conversa séria com um amigo onde ele me disse algo que abalou: “Alessandra, você não é grata”. Na hora aquilo bateu mas não doeu mas depois fiquei tentando digerir e entender como era possível eu ter chegado nesse ponto. Eu sentia sim gratidão, mas a real é que naquele momento, ele tinha razão. Estava numa fase onde nada e nem ninguém eram bons o suficiente. Vivia reclamando, criticando, mal-dizendo, ou seja, estava me tornando uma pessoa ingrata e amarga. Exatamente o contrário de quem eu era. E como eu cheguei a esse ponto? Desde que resolvi mudar os meus padrões e costumes fiquei sem controle das coisas. Pra quem sempre esteve acostumada a estar um passo a frente, prever e calcular todos os possíveis caminhos e desfechos, essa experiência estava sendo um tanto quanto… desafiadora, digamos assim. Em todos os setores da minha vida, tudo levava para o mesmo lugar: abre mão, aceita o que está vindo, diz não de verdade para o que não quer e não te faz bem e agradece. E quanto mais eu negava isso, mais eu me tornava a pessoa descrita pelo meu amigo. Aceitar essa verdade amarga foi bem difícil e mesmo depois de algum tempo dessa conversa, não digeri por completo. Desde que a ficha caiu, repetir e praticar o “mantra” acima tem sido um exercício constante. A cada ação, situação, tento tomar consciência do momento e desligar o piloto-automático. Mais um desafio engrandecedor para a lista de aprendizados nesses 32 anos....

10 coisas que aprendi com relacionamentos

Faz moooointo tempo que não participo do “Meme Rotaroots”  e depois de um longo inverno aqui estou novamente. E entre os temas de blogagem coletiva do mês escolhi o “10 coisas que aprendi com relacionamentos” afinal, tenho falado muito disso por aqui e me espanta que a maioria ainda pense em relacionamento apenas com sentido amoroso/romântico. A minha lista envolve lições aprendidas com os relacionamentos em geral e sem mais delongas, vamos aos fatos: 1. Se relacionar é uma arte Sim, dá trabalho, é uma via de mão dupla e se não houver empatia é muito difícil a coisa andar e ser algo legal e prazeroso. A gente sempre entra em um relacionamento achando que é só entrar e pronto, o resto se ajeita. Mas não, é preciso manutenção constante para que as coisas fluam e aconteçam. 2. Nunca esquecer das minhas regras Posso arriscar dizer que essa lição é o meu “calcanhar de Aquiles”.  Em todos os relacionamentos eu acabo me adaptando e cedendo demais ao ambiente, as regras dos outros, ao que for. Não é errado, mas desde que seja dentro do que você acredita e do que te faz bem. Devem haver concessões sim, mas é bom nunca esquecer que trata-se de uma via de mão dupla e tudo deve acontecer de uma maneira que fique bem para todas as partes envolvidas. 3. Escutar mais e falar menos Seja durante uma briga, uma discussão, uma conversa, uma negociação, o que for… Escutar mais e falar menos é fundamental. E o escutar não é simplesmente escutar por escutar e sim prestar atenção no que está sendo dito (ou escrito, já que estamos em eras tecnológicas)....

Clichês

São Caetano do Sul, 17 de fevereiro de 2015. Se ali no dia 31 de dezembro, em meio aquele clima coletivo de final de ano junto com resoluções para o ano que estaria vindo alguém me falasse que hoje eu estaria em São Paulo depois de tudo que aconteceu nesses 47 dias de 2015 até então, eu não acreditaria. Cada vez mais os clichês tornam-se parte da minha vida de uma maneira louca e inesperada e cada vez mais, parafraseando o Lenine… Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma Até quando o corpo pede um pouco mais de alma Eu sei, a vida não para (a vida não para não) É, a vida não para e o tempo é o senhor da razão. Coisas que num primeiro momento parecem totalmente sem sentido e infundadas ganham com o tempo todas as cores, sabores e dores e nos mostram que temos que confiar e acreditar sempre em nós e naquela bendita voz lá no fundo chamada intuição. Quando estamos do nosso lado, estamos plenos e seguros. Ficamos firmes e fortes e aceitamos sem titubear o que a vida passa a nos trazer. Sem pestanejar, conseguimos discernir o certo do errado, o bom do mau, o que faz bem e o que faz mal. Alma, corpo e coração tornam-se uma coisa só. Em plena terça-feira de Carnaval estou na minha casa paulistana vivendo o maior clichê do brasileiro: “O ano só começa depois do Carnaval.” Todos os desafios, planos e metas feitos lá no 31.12.2014 viraram glitter para enfeitar mais ainda as resoluções para o ano que inicia-se em  23.02.2015. E em meio...

Ikigai

Meu pai é old school. Desde pequena me lembro bem dele usando máquina de escrever, papéis, canetas de diferente cores e acredito que a chegada de computadores e a natural extinção do papel e caneta tiveram um grande impacto no método de trabalho dele e que deva ter sido uma adaptação bem difícil. Ele só usa email no trabalho e porque é obrigado e vez ou outra recebo algo dele lá caixa de emails. E hoje, recebi um email dele que acertou em cheio na alma de no coração.               Bom, fui procurar o que significa IKIGAI e… BUM! Fazendo minhas as palavras do meu pai, termino o post com: BOAS...

Óculos Escuros Chilli Beans

Eu sempre achei demais óculos escuros. Mas nunca tive um daqueles de amor a primeira vista ou necessidade de vida pra sair de casa em um dia ensolarado. Motivos 1. Sempre me achei ridícula (por muito tempo carreguei o estigma de que gorda não podia usar nada de “normal” sem parecer ridícula) 2. Meu rosto é redondo. Minhas bochechas são grandes. E desde então não conheci nenhum vendedor sincero o suficiente pra me dizer que determinados óculos NÃO combinavam com o meu rosto. 3. Volta pro motivo 1 porque esse é o principal mesmo :/ Eu tentei ter vários, dos mais baratos aos mais caros, mas eles sempre acabavam na gaveta e posteriormente doados. A verdade é que esses ai até poderiam ficar bons em mim, mas eu não me via assim. Com as mudanças da vida e principalmente essa ultima mudança, eu venho num processo muito louco de ficar mais perto de quem eu realmente sou e não de quem eu escolhi apresentar para o mundo. E eis que em Setembro, enquanto aguardava o embarque para SP, sem saber que viveria um dos momentos mais especiais da minha vida, um stand da Chilli Beans olhou pra mim e disse: “É agora, Alessandra. Vai ser feliz!” E fui. Simpatizei com um óculos que não me deixou a cara do Psy e nem me fez sentir ridícula. Mas, eu acho que mais importante do que vencer esse preconceito bobo que eu tenho de mim mesma e além de me ajudar cumprindo a sua função básica (proteger os olhos da luminosidade) também me ajudou a ver que cada vez mais quero ser quem eu...